Bacupari – Combate o Câncer e Antiinflamatório

Nem só de polpas congeladas precisam viver os apreciadores de frutas amazônicas. Algumas frutas in natura têm condições de chegar inteiras, saudáveis e gostosas aos mercados consumidores de outras regiões do país e até do exterior!

Quem garante é a pesquisadora Patrícia Maria Pinto, do Programa de Pós-graduação em Fitotecnia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), em Piracicaba, interior paulista. Sob a orientação de Angelo Pedro Jacomino e com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), ela analisou as características de colheita e armazenamento de três frutas amazônicas muito bem cotadas por seu sabor e alto teor de vitaminas: o abiu (Pouteria caimito), o bacupari (Garcinia gardneriana) e o camu-camu (Myrciaria dubia). E considerou viável esticar para 15 dias o tempo de prateleira se a colheita for feita no momento certo e as frutas forem refrigeradas a 5 grau centígrados (camu-camu) ou a 10 graus centígrados (abiu e bacupari).

Na pesquisa, foram avaliados a coloração das frutas, a firmeza, a perda de massa, o teor de acidez e de sólidos solúveis e a integridade dos pigmentos e das vitaminas, fatores fundamentais para determinar o período de viabilidade de consumo. O abiu e o camu-camu podem ser colhidos “de vez” como bem dizem os caipiras. Ou seja, quando a casca começa a assumir a coloração da fase madura: entre o verde e o amarelo para o abiu e entre o verde e o roxo para o camu-camu. Já o bacupari precisa estar maduro mesmo, com a casca totalmente amarelo-ouro.

bacupari

A intenção de Patrícia foi mostrar aos produtores as técnicas adequadas para assegurar a boa vida pós-colheita e assim abrir os mercados do Centro-Sul a essas frutas da floresta, que também podem ser plantadas em outros locais. O mesmo tipo de estudo deve ser realizado com outras espécies amazônicas atualmente distribuídas apenas como polpa congelada ou em produtos industrializados, como o açaí ou o cupuaçu.
A possibilidade de incentivar o plantio e incrementar a comercialização dessas frutas in natura, conforme indica pesquisa, é duplamente interessante no caso do bacupari, cujas casca e sementes possuem propriedades bactericidas contra os agentes que causam doenças da boca.

O extrato da casca de bacupari tem uma substância chamada 7-epiclusianona, considerada tão potente quanto a clorexidina – o antibiótico mais usado em Odontologia – com as vantagens de não escurecer os dentes, não ter cheiro e nem gosto ruim. A pesquisa sobre esta atividade bactericida foi realizada pela equipe de Marcelo dos Santos, da Universidade Federal de Alfenas, de MG, com a participação da Esalq-USP e de dentistas da Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Universidade Estadual de Campinas (FOP-Unicamp). Eles concluiram que o extrato do bacupari pode ser usado em enxaguadores bucais com ação contra placas bacterianas, cáries, aftas e problemas nas gengivas.

Lá na Amazônia, o bacupari cresce nas florestas de terra firme, enquanto no Cerrado aparece com mais frequência nas matas de galeria e, no Pantanal, nas bordas de mata. Para algumas etnias indígenas, a árvore de ramos horizontais serve para delimitar as roças, o que explica o nome, em tupi guarani, que siginifica fruto de cerca.
Se for plantada em escala, em outras regiões do Brasil, essa fruta poderá cercar muito mais do que roças. Poderá limitar nossa sede com o sabor refrescante de um maravilhoso suco natural e ainda sitiar as bactérias bucais. Sem contar o cerco ao calor: quando sombreada, na mata, a árvore de bacupari atinge em média quatro metros de altura, mas quando plantada ao sol pode superar os 15 metros, formando uma bela copa bem fechada.
E então o que falta para bacuparizar nossos quintais?

Guavira – Fortaleve o sistema Imunológico

Conheça a Guavira, a típica fruta do cerrado sul-mato-grossense
A guavira também conhecida como gabiroba, é uma palavra de origem Guarani, que significa “árvore de casca amarga”. Ganhou este nome provavelmente porque os índios usuvam suas propriedades medicinais.
Hoje foi comprovada sua ação adstringente e antidiarréica. A infusão das folhas é relaxante para aliviar dores musculares, através de banhos de imersão.

A guavira nasce em um arbusto que varia de 0,20 a 1,50 metros de altura. O fruto por fora lembra uma goiabinha, mas o sabor é totalmente diferente de qualquer outro fruto. Os frutos maduros têm um curto período para serem aproveitados (5 a 7 dias), porque passa do ponto.

guavira
O florescimento ocorre de setembro a novembro e a maturação dos frutos de outubro a dezembro. A época da guavira é quando veremos as pessoas no campo com uma sacolinha na mão, colhendo guavira para comer ou vender “por litro” na cidade.

Curiosidade
Já ouviu falar que em época de guavira dá muita cobra? Provavelmente isto acontece porque as frutinhas atraem diversas espécies de pássaros, atraindo por sua vez as cobras que se alimentam de pássaros. Outra lenda dos mais velhos é que isto seria dito por maridos ciumentos para evitar que as mulheres saíssem no mato sozinhas para colher os frutos.
Risco de extinção
Antigamente a guavira era a planta mais encontrada no cerrado sul-mato-grossense. Era comum encontrá-las na beira da estrada e até mesmo pertinho das residências, em terrenos desabitados. Mas nos últimos 50 anos, quase todo o cerrado foi destruído para o plantio de soja, milho e pela limpeza de áreas de pastagem, eliminando a maioria dos guavirais.

Outra preocupação é de que quase não existem plantações comerciais da guavira. Os frutos são colhidos pelas pessoas em grandes quantidades e não há preocupação em replantar as sementes, fora o grande volume consumido pelo gado. Caso não sejam originados trabalhos de conscientização e replantio de mudas, a fruta pode ser extinta do cerrado sul-mato-grossense.

 

É muito fácil plantar guavira, ela não é exigente quanto ao solo crescendo inclusive em terrenos pobres. Pode se plantadas em canteiros no seu quintal.
Portanto, para a guavira não se tornar apenas uma doce recordação do passado, assim que “chupar” uma, plante as suas sementinhas. Dê às gerações futuras a oportunidade de provar da nossa querida fruta sul-mato-grossense.

Baru – Reduz o Colesterol e Afrodisíaco

Há algum tempo as oleaginosas, como castanha do Brasil, de caju, avelã, nozes, pistache, amêndoas e amendoim, viraram as estrelas da alimentação saudável e balanceada, principalmente por serem ricas em vários minerais e gorduras poli-insaturadas, os famosos ácidos graxos ômegas 3, 6 e 9. Além de proporcionarem vários benefícios ao organismo, esses alimentos são saborosos e, por isso, incluí-los no cardápio não é uma tarefa difícil.
Pois bem, outra semente oleaginosa, típica do cerrado brasileiro e praticamente desconhecida na maior parte dos Brasileiros, vem para reforçar esse time de aliados da saúde. Trata-se da castanha do baru, fruto do baruzeiro (Dipteryx alata) uma planta leguminosa arbórea. Seu sabor é semelhante ao do amendoim e da castanha de caju, porém, é considerado mais prevalecente, como se a castanha tivesse sido um pouquinho mais torrada. É rica em proteínas, fibras, minerais, fora isso ainda tem ácidos graxos oleico (ômega-9) e linoleico (ômega-6). “Ela também é um alimento considerado rico em proteinas e energético, pois contém calorias”, afirma a nutricionista clínica funcional Fernanda Granja, de São Paulo.

baru

Muitos minerais
Parte da população brasileira tem deficiência de minerais, como ferro, zinco, magnésio e cálcio. Como já foi dito, essa oleaginosa do cerrado é rica nesses nutrientes e, sendo assim, seu consumo pode suprir essas necessidades e afastar males originados por sua carência.
Um estudo com a castanha do baru para a tese de mestrado da nutricionista Alinne Martins Ferreira, desenvolvido no Laboratório de Biofísica da Universidade de Brasília, demonstrou uma quantidade de ferro equivalente a 59% das recomendações diárias de ingestão desse nutriente para pessoas adultas, e 46,7% do consumo de zinco para a mesma faixa etária.

“De acordo com a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária], um alimento é rico em algum nutriente quando apresenta pelo menos 30% da ingestão diária recomendada por 100 gramas. Nesse caso, a castanha do baru pode ser considerada uma ótima fonte de ferro e zinco”, explica a nutricionista especialista em nutrição clínica Daniella dos Santos Galego, do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.
A grande quantidade de ferro faz dessa oleaginosa uma aliada quando é necessario combater à anemia. Em 2001, a farinha de castanha do baru passou a fazer parte da merenda escolar da rede municipal de Goiânia a para suprir as necessidades do mineral.

Afodisíaco do cerrado
Assim como o amendoim, a castanha do baru é considerada um alimento afrodisíaco. Geralmente, esse título é dado a alimentos ricos em energia de boa qualidade. A fama de ajudar na libido é tão grande que, na região onde o fruto é extraído, é chamado de “Viagra do Cerrado”.
Mas, o valor energético não é o único responsável por isso. Outro nutriente participa desse processo: o zinco. O mineral é considerado o mais importante para a fertilidade, tanto masculina quanto feminina. “Por conta da sua riqueza de nutrientes e por ser fonte de zinco, necessário à maturação do esperma e à fertilização dos óvulos, a castanha do baru tem sido considerada um afrodisíaco natural”, explica a nutricionista Daniella dos Santos Galego.

Amiga do peito
Da castanha do baru também é possível a extração de um óleo fino com 81% de insaturação e semelhante ao azeite de oliva. Ele contém ômega-6 e é rico em ômega-9. O primeiro proporciona diversos benefícios ao organismo, como prevenção da hipertensão, redução do colesterol total e LDL (colesterol ruim), regulariza os níveis de glicose no sangue, reduz a gordura abdominal e a incidência de câncer, além de ajudar na cicatrização e queda de cabelo.
Já o segundo, além de possuir as mesmas funções benéficas ao sistema cardiovascular que as do ômega-6, é um poderoso antioxidante, que reduz as lesões nas células causadas pelos radicais livres, e inibe a agregação plaquetária e formação de trombos. “Estudos indicam que o ômega-9 inibe a produção excessiva de cortisol, com consequente diminuição do acúmulo de gordura abdominal”, afirma a nutricionista Fernanda Granja.
A nutricionista Fernanda Granja, porém, alerta que não basta um alimento ser rico em determinado nutriente se sua biodisponibilidade não for boa. Em outras palavras, é importante saber a capacidade que o organismo terá de absorver tal propriedade para que seus benefícios sejam aproveitados. “Mesmo ele não sendo tão biodisponível como o ferro da carne, o ferro de origem vegetal, quando combinado com alguns alimentos, como laranja, acerola, goiaba e outros ricos em vitamina C, pode ser perfeitamente aproveitado pelo organismo com total eficiência”, orienta a profissional.

Dicas de compra e conservação
Como qualquer alimento, é fundamental alguns cuidados na hora de comprar. É importante verificar a procedência da castanha; como esta embalado (de preferência a vácuo); e o seu aspecto, observando a presença de fungos. Se houver pontos esbranquiçados no meio ou em torno dela, é sinal de que o produto já entrou em contato com fungos e bactérias, o que é extremamente perigoso para a saúde. Só compre se a oleaginosa aparentar estar fresca e com cor uniforme.
Sua distribuição ainda não é feita em larga escala, mas a castanha do baru pode ser encontrada em alguns mercados municipais das grandes capitais e em lojas de produtos naturais. Em casa, ela deve conservar em potes escuros – já que os ômegas oxidam com muita facilidade e, dessa forma, perdem seu efeito -, e em local seco e arejado.

Na prática
A nutricionista clínica e fitoterapeuta Vanderlí Marchiori, de São Paulo, alerta que a castanha do baru nunca deve ser consumida crua, pois possui substâncias antinutricionais, como taninos e fitatos, que são elementos capazes de alterar a biodisponibilidade de nutrientes, como o cálcio, por exemplo.
O processo de torragem da castanha inativa essas substâncias, por isso, é importante salientar que só deve ser consumida torrada, para aproveitar todos seus benefícios e não causar nenhum imprevisto à saúde. “Quando a castanha do baru é ingerida crua, causa intoxicação e pode levar a lesões na pele”, completa Daniella dos Santos Galego.

Produtos do baru
Polpa: é consumida fresca ou em forma de doces, geleias e licores, pode ser utilizada para sorvetes.
Castanha: deve ser consumida torrada. Pode ser uti- lizada para enriquecer diversas receitas, como pães, bolos, sorvetes, acompanhar aperitivos, ou ainda em doces ou paçoquinhas, granolas e barras de cereais. Segundo estudos, em 30 gramas de castanha do baru, o equivalente a meia xícara (chá), há 1,4 miligrama de ferro, mineral que combate a anemia.
Óleo: é semelhante ao azeite de oliva, com 81% de insaturação, e obtido por meio do processamento das amêndoas, rico em ômega-9. É utilizado na alimentação humana de maneira variada.

Goji berry – Auxilia o Emagrecimento e Vitalidade

Consumida pelos orientais há milhares de anos, goji berry ainda é novidade no país, mas vem conquistando cada vez mais espaço no entre dos brasileiros. Originária do sul da Ásia – China, Tibete e Índia -, a fruta é a sensação do momento nas dietas e destaca-se também por suas diversas propriedades benéficas à saúde.

Rica em variedade de aminoácidos, vitaminas, minerais, ácidos graxos insaturados, antioxidantes e polissacarídeos, o goji berry agrada as pessoas por ser pouco calórica. Uma colher de sopa da fruta possui cerca de 50 calorias. Contudo, seus benefícios vão muito além da balança.

Lista Grande de benefícios

A alta concentração de vitamina C é um dos atrativos da fruta de origem chinesa, como comprovado no trabalho publicado no American Journal of Clinical Nutrition. Cada 100g da fruta contêm 2 gramas de vitamina C. Já 100 gramas, ou uma xícara de chá, da versão seca contém 2500 miligramas da vitamina, quantidade 50 vezes maior que a de uma laranja. Além disso, ela também possui bastante vitaminas B1, B2 e B6.

A quantidade de vitamina C já justifica o consumo diário de goji berry e, segundo a nutróloga membro da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia) Marcella Garcez.

A nutricionista Lenycia Neri, diretora da Nutri4Life, ressalta que pesquisa publicada em maio de 2008, no Journal of Alternative and Complementary Medicine, comprovou que o consumo regular da fruta asiática tem como resultado o aumento no nível de energia, desempenho atlético, qualidade do sono, facilidade de despertar e a capacidade de se concentrar em atividades. Além disso, também pode auxiliar na redução da fadiga e do estresse.

O produto, originário da região sul da Ásia – China, Tibete e Índia –, já possui muitos adapetos por aqui de olho nos componentes naturais que auxiliam a queimar a gordura acumulada nas regiões da barriga, da coxa, do bumbum e dos culotes, previnem o envelhecimento precoce da pele e ainda aumentam a imunidade.

goji berry

Antioxidante

Neri afirma que a lista de benefícios não para por aí. “Devido às suas propriedades antioxidantes, essa fruta é usada como agente na prevenção de doenças cardiovasculares e inflamatórias, distúrbios da visão, do sistema neurológico e imunológico, fora isso ainda possui propriedade anticancerígena e antienvelhecimento”, afirma.

Já o ácido graxo chamado linoleico ajuda a diminuir a taxa de colesterol ruim (LDL) do sangue e os aminoácidos presentes na fruta ajudam para a produzir proteínas, que serão as responsáveis por enrijecer os músculos e diminuir bem a flacidez.

“Frutas com pigmentos vermelhos, como o goji berry, são ricas em carotenoides. Essas substâncias previnem doenças do envelhecimento e protegem a pele e os olhos”, diz a nutróloga Marcella Garcez.

Jardins Terapêuticos

 A resposta do organismo a terapia é surpreendente somente com alguns minutos:

- Redução 16% do hormônio do stress
- 2% na pressão arterial da pessoa testada
- 4% na frequência cardíaca
- E um aumento de mais de 100% das atividades do sistema nervoso parassimpático – que mede o nível de relaxamento
veja mais em jardinsterapeuticos.com

Terapia das florestas

A ciência defende o ideal que na sociedade moderna, em cidade grande, o nosso instinto ainda é o de viver em um estado mais natural. Sem isso, as pessoas não se sentem como deveria, bem! Estamos sempre alertas para reagir a um perigo que pode surgir a qualquer instante. Ficamos estressados e o nosso organismo fica vulnerável
No Japão, não é mistério para ninguém – se você busca ar puro, tranquilidade, silêncio, não tem outro caminhomais eficaz que seguir o da natureza.
O que todos nós já sabemos de certa forma, está sendo confirmado pela ciência: um passeio em um lugar com bastante natureza pode servir de remédio contra várias doenças e problemas. É a base da chamada medicina preventiva, terapia das florestas e jardins terapeuticos. E o Japão é um dos lugares onde mais se estuda a relação entre saúde e natureza. 

plantas medicinais

O que são plantas Medicinais?
Plantas que agem no tratamento de doenças ou ajudam a melhorar a condição da saúde das pessoas.
Hoje em dia sua eficácia não é somente do conhecimento popular mas sim estudado, reconhecido e utilizado na medicina.

Fitoterápicos
São os produtos(geralmente em cápsulas) medicinais que possuem princípios ativos de plantas, encontrada em farmácias ou loja de produtos naturais.0mg

Saiba um pouco mais sobre as Plantas Medicinais

 

jardins terapeuticos http://jardinsterapeuticos.com/
terapia das florestas http://terapiadasflorestas.com.br/